Vanguardeando Blog

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sábado, 6 de fevereiro de 2010

Sou movido por impulsos. Isto estou cansado de saber.
Sou movido por Dioniso, pelo meu "daimon", pelas minhas pulsões... Creio que sou movido por tudo isso e muito mais.
Que mais?
Quiçá, uma vontade de viver mais e mais.
Aceito os desafios da vida (e da morte) dia após dia. Sou como Eros de Diotima, nasce, morre, e nasce novamente.
E por falar nisso a algum tempo venho perdendo o medo de morrer e de viver.
E desta forma, me lanço, jogo-me para frente que acredito ser algo que chamam de futuro.
Sou pobre, realmente pobre. E também não tenho riqueza interior. Sou apenas eu.
Sou aquele sujeito que faz e acontece. Que se te toca te estremece. Te afeta.
Sou movido e te faço mover.
Sou o aquele sujeito, que aonde chega tira tudo do lugar, só para depois brincar de organizar.
Sou movido pela brincadeira de viver.
E falando em viver, quando eu morrer, se preocupe, ninguém mais vai me ver me mover (fazer e acontecer, mas eu irei nascer, nascer, nascer...).

sábado, 28 de novembro de 2009

Falações acadêmicas...

E minha falação começou assim:

A presente comunicação visa versar sobre a fundamentação do ensino fundamental no Brasil e fazer algumas considerações sobre uma possível introdução da filosofia também neste ciclo da educação brasileira.

O ensino fundamental no Brasil se deu de forma mais intensa, ou se pode assim dizer de forma mais “popularizada” a partir da década de 30, durante o governo de Getúlio Vargas. De sua gênese que remonta o período colonial até o momento presente o ensino fundamental sofreu diversas transformações, mas sua eficácia enquanto relevante fase do desenvolvimento e fundamentação para o alicersamento educacional e constituinte de cidadania no educando ficou comprometida. Históricamente se torna visível a afirmação citada e contemporâneamente podemos evidenciar diversas lacunas apresentas por este ensino que está intrisicamente ligado a formação do sujeito (ou educando), permitindo que haja cada vez mais um distanciamento ao que este ciclo de ensino se pretende (e que assegurado e garatindo por leis, decretos e ementas).

Utilizando como fontes para reflexões e apontamentos mergulhei num universo repletode textos e pesquisas sérias efetuadas por graduandos, mestres, doutores e alguns pensadores. Os quais se debruçam sobre as questões da educação, filosofia, sociedade, do sujeito e sua construção e enfim se debruçam sobre a questão da vida que vivemos (ou quiçá, deveríamos viver).

Partindo de um pressuposto que creio ser importante. Pressuposto este que é a construção e realização do sujeito. Sigo ostentando algumas suposições a fim de fundamentá-las ao vagar não de minha idiosicrasias, mas sim de uma relativa investigação (que espero finda-la sem a pressão e exigência de tempo, determinada por certos ditames, exigências e rigores “academicistas”), que entre um dos seus escopos, é verificar a possibibilidade de uma introdução da filosofia a partir do ensino fundamental. Por exemplo a fim de inciar um melhor embasamento deste sujeito que encontra-se em construção, numa construção que também não há de encerrar-se num determinado ensino superior. Mas ao olhar as mulheres, homens, jovens e crianças. Não há como de iníncio, início desta empreita de ao menos tentar ver surgir um meio de nossa sociedade sair da barbárie que encontra-se, motivado quiçá, por um capitalismo neo-liberal, apoiar-me, debruçar-me a infância deste sujeito em construção. Desta forma, sou compelido a compreender a nossa educação. Compreender o ensino fundamental, que como apontei anteriormente é aí que se dá a construção do alicerse do sujeito. Saliento que não vejo a educação, como a única saída para um Aufklärung e/ou único caminho para uma lucidez. Mas ela é uma parte relevante de todo um processo de transformação do sujeito...

sábado, 17 de outubro de 2009

Alguém sabe a razão de não haver mais prova de filosofia no vestibular da UFRJ?

Alguém sabe a razão de não haver mais prova de filosofia no vestibular da UFRJ?
Eu não sei.
Quem vai saber destas coisas, o "Oráculo" talvez.

O jogo de tira e põe o ensino de filosofia, não somente no vestibular (de algumas instituições de ensino superior público), mas também no elenco das disciplinas que compõem o ensino médio. Não é um fato recente e/ou inédito. É sim uma repetição que em linhas gerais, vem acontecendo a mais de 30 anos no Brasil.
Num primeiro momento, e fazendo uma avaliação um tanto quanto superficial, posso identificar de início que não só a filosofia mas também outras disciplinas foram estigmatizadas como disciplinas que não atuam conforme o intuito estratégico do Estado. Pois, se tratando não só do ensino público e gratuito que ainda é uma obrigação deste fornecer educação à todos, não obstante o ensino privado também tem de acompanhar os ditames proclamados pelo MEC. Com isso um fator que constitui a minha breve análise é verificar que disciplinas ofertadas criam ônus para o Estado e para as instituições privadas.
Um outro fator, e não menos relevante, é a ideologia que compõem o objetivo a priori da educação. Faz-se saber: formar cidadãos, que atualmente na minha concepção, foi atrelado a ser também um trabalhador. Quanto a esta relação, que por sinal é pouco debatida em diversos espaços e quiçá até mesmo aonde o trabalhador se faz presente, não é foco da deturpação ideológica e/ou pseudo-filosófica. A decadência ideológica, filosófica e pedagógica se dá em incutir na sociedade ao longo de vários anos a falsa aplicabilidade que determinadas disciplinas tem, e que por isso favorecem uma inserção (rápida) no mercado de trabalho. Enquanto isso, paralelamente outras disciplinas são caracterizadas como algo que não se conjuga e aplica, laconicamente falando, a vida cotidiana e/ou ao mercado de trabalho. As disciplinas, como a filosofia, que são tidas como algo inútil por não serem alvo de fácil manipulação ideológica e por não acompanharem o determinismo espúrio de algumas vertentes vorazes do capitalismo e regimes políticos autoritários é sempre conduzida ao esquecimento ou a uma interpretação caricata sobre seu propósito. Não obstante, uma das ridicularizações notórias é a falsa afirmação de que por exemplo, a filosofia não tem um propósito (e por isso não serve para nada). O que posso colocar em linhas gerais, ainda como graduando em filosofia, é que a filosofia não tem um único propósito somente, ou seja, ela pode ter vários propósitos. Puerilmente exemplifico que se pode atuar com a filosofia nos diversos campos de saberes que compõem a sociedade de conhecimento. E isso de forma quase sempre de forma crítica, mas não pirrólica. Pois, o intuito de uma investigação filosófica e/ou de uma iniciativa filosófica não é desconstruir verdades para substituir por outras. Mas sim, estar em quase que um permanente estado de alerta sobre o que venha a ser estas verdades (sejam elas na economia, política, educação ou saúde).
Dotar o sujeito desde cedo com um conhecimento harmonizado com as várias disciplinas, valorizando sua experiência subjetiva, possibilitando-o que não somente se informem, mas que consigam entender a informação. Que tenham uma crescente atitude investigativa sobre sua vida e o que a compõem é por deveras ousado. E o Estado estava ciente disto a mais de trinta anos passados.
Suponho que alguma parcela da responsabilidade sobre a filosofia e outras disciplinas estarem neste joguete de tira e põem, de entra e sai de currículos. Pode ser por um certo ostracismo acadêmico. E/ou porque nós pretensos filósofos não damos a devida importância ao nosso daimom e perdemos nosso pathos.
Bem, continuo sem saber exatamente a razão da extinção da prova de filosofia do vestibular.
Mas quem saberá destas coisas? O "Oráculo" talvez.

Atenciosamente,

Brunno Amâncio Marcos - 21 71379701 - 21 87503280
Graduando em filosofia - UFF (Universidade Federal Fluminense)
Niterói/RJ
"Não sou pessoa de deixar mensagens em garrafas . O que temos a dizer não é apenas para um futuro mítico ."
Herbert Marcuse

domingo, 6 de setembro de 2009

É um lugar aonde as pessoas chegam mais perto da perfeição inatingível e sempre sonhada.

Tudo é limpo e claro. Tudo é belo.

As pessoas fazem-se belas por gosto, vontade, desejo e imposição. Imposição soturna, invisível e ameaçadora. Imposição implacável detentora de um mundo perfeito e inexistente no concretismo de uma vida perene como a de todos nós.

Templo dos deuses adoecidos.

Venerados por cegos, surdos e mudos.

Centro de cultura da massa encéfalo, que tudo crê na visão colorida do vazio.

É outro mundo, um mundo absurdo e frio.

Mundo dual de Platão e concreto de Nietzsche, quiçá.

Pessoas com olhares que nada dizem.

Vozes uníssonas.

Escravos e mais escravos compartilham a carniça suja e decrépita em papel e plástico (que não se pode reciclar).

Sobrevivem germes, bactérias e o status quo.

Pobre sociedade que autoconsomem o que pensa (pelos que acreditam ter alma), destrincham a alma com fortes e vigorosas dentadas.

Depois jactar-se felicidade em grandes sacolas e caixas enormes. O volume da matéria é a relevância do ser que ali está.

Regozija-se o saldo frio e pálido da automatic teller machine.

Tudo tão igual, e nos fazemos de indiferente achando-se superior aos muitos iguais a nós.

Aceita-se seu amuleto de plástico nacional e internacional: digite sua senha por favor (subserviência imposta sobre pena de sanção).

Embuste concentrador de sonhos de consumo (ahaha! Qualidade de vida!).

Propagador de estereótipos mal reproduzidos.

Caça-níqueis endiabrado e insano. Usurpador de filosofias vãs.

Seqüestrador de seres humanos e desumanos, ninguém está e sairá ileso de sua horrível faina, disfarçada por cores, luzes e sorrisos amarelos.

Enfim, no inicio há uma terna bondade mefistotélica: Sejam bem vindos!

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Platônico da Silva

Acordou de manhã bem cedo, ainda tonto, cabeça vazia, sem memórias... Caminhou até ao pequeno banheiro, e mais uma vez não se olhou no espelho (o que estava ali continuava sendo inaceitável). Olhando para o vaso sanitário com a tampa rachada a tempos, pensou ou falou: ...este é o ponto final, não vale a pena escrever mais este rascunho de vida.